Utilizando a velha desculpa de poupar o dinheiro da passagem ela segue mais uma vez pelo caminho mais longo, aquele que faz suar, que faz a maquiagem derreter e a escova estragar, aquele que é mais perigoso, mas ainda assim, aceito como opção mais benéfica. E será mesmo que é?
Perdida em um caminho de infindáveis voltas, ela é aquela que começa a falar o que deseja, deve e tem que dizer, talvez uma semana antes, talvez mais, afligindo-se dia após dia com a angustia causada não pelo outro, mas pela falta de controle que o outro denota nela mesma.
O problema nunca foi deixar de fazer o que se precisava fazer, o problema nunca foi a falta de capacidade que ela tanto temia, o problema eram as voltas, voltas que desgastavam sem necessidade, voltas que machucavam, voltas essas que até mesmo torturavam, voltas que faziam uma estrada "tranquila" um verdadeiro desafio, voltas que tornavam a desistência provável, que traziam desânimo, instabilidade emocional, uma voz inconsciente que demandava a Auto-sabotagem tentando insistentemente abafar os gritos, ainda fortes da vida, que na realidade nunca quis perder essa batalha, mas que ainda assim, meio que propositalmente permitia mais uma volta, e mais uma e mais uma, como se sem elas a vida perdesse a graça. Como se...
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