Demorei, mas enfim decidi me pronunciar sobre um grande acontecimento que embora tenha sido marcado por um evento no dia 20/12, foi algo construído ao longo de cinco anos, os cinco anos mais rápidos e demorados, com um sabor bitter and sweet (agridoce) de toda minha vida... a tão esperada colação de grau, a finalização de um ciclo, enfim somos Psicólogos... E agora?
Muitos de nós começaram essa jornada pela conquista de um diploma de nível superior com 17/18 anos, as fotos não negam nossos rostos juvenis, sonhadores com desejo de mudar o mundo. Ingênuos? Who knows.
Em ritmo de ensino médio nos deparamos com 10 diferentes matérias, as quais no começo, possuíam um local bem definido no caderno de 15 matérias ainda resquício da escola, o qual foi eventualmente abandonado por um simples caderno de uma matéria que mais tarde evoluiu para caderno nenhum, cedendo espaço para um notebook, onde as janelas alternavam-se freneticamente entre Facebook e Word.
Esperamos ansiosamente pela entrada no terceiro período, para então sonharmos com a possibilidade de um tão almejado estágio remunerado. Lamentamos quanto aquela matéria que acabamos tendo rendimento ruim, mas que com toda certeza teríamos capacidade de alcançar um melhor resultado.
Com a aproximação do tão temido Estágio Específico, sofremos com a sombra da dúvida que dizia respeito a qual abordagem seguir. Aqueles que possuíam certezas, talvez em algum momento se pegaram questionando-se “será que é isso mesmo?”. Exploramos, pesquisamos, olhamos curiosamente para o ser humano, tentando, esperando, almejando um dia conseguir compreendê-lo, com o desejo altruísta de ajuda. Descobrimos então que não existe receita, demos lugar a uma maior flexibilidade, nos permitindo aos poucos desenvolver uma maior confiança.
Morremos de medo com o primeiro estágio básico... Como assim relatório com citação e referência (ahahaha)? Entramos no segundo achando que sabíamos algo, só para cair do cavalo lindamente quando nos deparamos com algum conceito ou interação que fugia do que esperávamos (afinal, o que podemos esperar quando estamos interagindo com seres humanos e suas singularidades?), o que nos preparou melhor para encarrar o terceiro com a sabedoria hesitante, característica de quase todo acadêmico.
E agora? Agora temos o mundo, é hora de tentarmos realizar os sonhos, já que o primeiro acabou de se cumprir. Para vocês, meus colegas, e para minha própria pessoa, desejo que não nos deixemos endurecer ao longo do caminho, que não percamos o desejo de mudança e não nos acomodemos. Eu sei que é difícil, eu sei que mudanças assustam, mas às vezes elas são necessárias. Espero que possamos entender que até mesmo quando as portas se fecharem ainda estaremos aprendendo e que quando elas se abrirem, isso significará constante estudo e aperfeiçoamento. Parece fim, mas na realidade é só o começo.
Cultivamos amizades, crescemos juntos, amadurecemos (mesmo que em trabalhos grupais sofrêssemos regressões momentâneas). Percebemos que podíamos fazer diversas coisas sozinhos, mas que não havia problema algum em pedir ajuda, e que ter consciência disso significava na realidade, ser muito sábio.
Conhecemos mestres, exemplos de profissionais, pessoas que facilitaram a construção de como seria ser psicólogo... que compartilharam histórias e sentimentos, desmistificando um profissional que muitos julgam não ter problemas, afinal “como assim, você não é Psicólogo?” – Sim somos, somos Psicólogos, porém ainda humanos, frágeis e em desenvolvimento. AGRADECIMENTOS:
Professor Ivo Valente, você sempre foi para minha pessoa um exemplo de sabedoria. Em minha trajetória profissional daqui para frente espero ser como você, estar constantemente me dedicando as leituras, devorar o conhecimento e esperar transmiti-lo, quando necessário com a maestria que você sempre fez. É meu caro... no DSM da minha vida há um retrato seu na capa, uma vez que foi com você me pude compreender um pouco daquelas mais de mil páginas.
Antônio Brocco (vô), sei que fisicamente não conseguiu me ver formada, mas você não deixou de estar comigo em nenhum momento. Sei que eu consegui chegar onde cheguei com meu esforço, mas se não fosse por você e a vó, sempre me impulsionando, como na minha doce memória da infância onde você me empurrava no balanço da casa de Curitiba e eu gritava “mais alto, mais alto” seria muito mais difícil. Sempre que eu der mais um passo em direção ao meu aperfeiçoamento pessoal e profissional lembrarei da nossa luta, não apenas minha, NOSSA.
Professora Lissia Pinheiro, minha mãe do coração, doce, forte, um exemplo de mulher, de profissional, de ser humano. Me acolheu quando necessário, me presenteou com oportunidades e acima de tudo, soube puxar minha orelha quando de fato não estava conseguindo ver aqueles famosos pontos cegos. Obrigada, você não imagina a diferença que fez em minha vida.
Ana Tartari de Oliveira, Obrigada por ter facilitado o desenvolvimento do meu apresso pela leitura, você é um ser humano lindo e quero ver seu rostinho em cada momento importante da minha vida, pois você faz parte da minha trajetória.
Professora Meire Vieira, ganhou meu coração aos poucos e me ajudou quando eu mais precisei. Eu sou imensamente grata por você ter cruzado nosso caminho, e digo nosso, pois qualquer acadêmico que teve e terá a oportunidade de aprender com você, lições que vão muito além da Psicologia, são e serão imensamente sortudos. Obrigada.
Mara Baran, que figura, mais um exemplo de mulher e profissional, foi ganhando meu coração aos poucos e agora já era, fui conquistada e espero continuar admirando de perto sua trajetória como Psicóloga, professora, orientadora, mãe, esposa, mulher e amiga. Amo você, obrigada por me “fazer” ver um universo totalmente diferente, considerar outras possibilidades, entrar em um mundo desconhecidamente louco e ainda assim coerente.
Professora Alessandra Fogagnoli Damaceno, obrigada por ter me presenteado com ensino de qualidade, por ter proporcionado que eu pudesse desenvolver um apresso por aprender, por todo acolhimento, por todo o amor. Saiba que se todos os professores transmitissem seus conhecimentos da forma como você faz, mesmo em meio ao cenário caótico da educação no Brasil, o país seria um lugar melhor.
Bruno Pereira, Obrigada por ter me presenteado com a honra da sua amizade, por me deixar acompanhar seu crescimento de perto. Eu vi você como um menino e acompanhei ano após ano a construção de quem você é hoje, um Psicólogo maravilhoso, uma pessoa incrível. Amo você, espero que um dia eu seja a metade da profissional que eu sei que você já é. Fique sabendo também, que todos os dias aprendo com você e não necessariamente sobre psicologia... Sobre a realidade da vida, batalhas, tristezas, mas acima de tudo, aprendo a ser feliz, olhar para o futuro de forma esperançosa, sabendo que se a gente quiser, apesar das adversidades, pode chegar em qualquer lugar. Guerreiro!
Muitos de nós começaram essa jornada pela conquista de um diploma de nível superior com 17/18 anos, as fotos não negam nossos rostos juvenis, sonhadores com desejo de mudar o mundo. Ingênuos? Who knows.
Em ritmo de ensino médio nos deparamos com 10 diferentes matérias, as quais no começo, possuíam um local bem definido no caderno de 15 matérias ainda resquício da escola, o qual foi eventualmente abandonado por um simples caderno de uma matéria que mais tarde evoluiu para caderno nenhum, cedendo espaço para um notebook, onde as janelas alternavam-se freneticamente entre Facebook e Word.
Esperamos ansiosamente pela entrada no terceiro período, para então sonharmos com a possibilidade de um tão almejado estágio remunerado. Lamentamos quanto aquela matéria que acabamos tendo rendimento ruim, mas que com toda certeza teríamos capacidade de alcançar um melhor resultado.
Com a aproximação do tão temido Estágio Específico, sofremos com a sombra da dúvida que dizia respeito a qual abordagem seguir. Aqueles que possuíam certezas, talvez em algum momento se pegaram questionando-se “será que é isso mesmo?”. Exploramos, pesquisamos, olhamos curiosamente para o ser humano, tentando, esperando, almejando um dia conseguir compreendê-lo, com o desejo altruísta de ajuda. Descobrimos então que não existe receita, demos lugar a uma maior flexibilidade, nos permitindo aos poucos desenvolver uma maior confiança.
Morremos de medo com o primeiro estágio básico... Como assim relatório com citação e referência (ahahaha)? Entramos no segundo achando que sabíamos algo, só para cair do cavalo lindamente quando nos deparamos com algum conceito ou interação que fugia do que esperávamos (afinal, o que podemos esperar quando estamos interagindo com seres humanos e suas singularidades?), o que nos preparou melhor para encarrar o terceiro com a sabedoria hesitante, característica de quase todo acadêmico.
E agora? Agora temos o mundo, é hora de tentarmos realizar os sonhos, já que o primeiro acabou de se cumprir. Para vocês, meus colegas, e para minha própria pessoa, desejo que não nos deixemos endurecer ao longo do caminho, que não percamos o desejo de mudança e não nos acomodemos. Eu sei que é difícil, eu sei que mudanças assustam, mas às vezes elas são necessárias. Espero que possamos entender que até mesmo quando as portas se fecharem ainda estaremos aprendendo e que quando elas se abrirem, isso significará constante estudo e aperfeiçoamento. Parece fim, mas na realidade é só o começo.
Cultivamos amizades, crescemos juntos, amadurecemos (mesmo que em trabalhos grupais sofrêssemos regressões momentâneas). Percebemos que podíamos fazer diversas coisas sozinhos, mas que não havia problema algum em pedir ajuda, e que ter consciência disso significava na realidade, ser muito sábio.
Conhecemos mestres, exemplos de profissionais, pessoas que facilitaram a construção de como seria ser psicólogo... que compartilharam histórias e sentimentos, desmistificando um profissional que muitos julgam não ter problemas, afinal “como assim, você não é Psicólogo?” – Sim somos, somos Psicólogos, porém ainda humanos, frágeis e em desenvolvimento. AGRADECIMENTOS:
Professor Ivo Valente, você sempre foi para minha pessoa um exemplo de sabedoria. Em minha trajetória profissional daqui para frente espero ser como você, estar constantemente me dedicando as leituras, devorar o conhecimento e esperar transmiti-lo, quando necessário com a maestria que você sempre fez. É meu caro... no DSM da minha vida há um retrato seu na capa, uma vez que foi com você me pude compreender um pouco daquelas mais de mil páginas.
Antônio Brocco (vô), sei que fisicamente não conseguiu me ver formada, mas você não deixou de estar comigo em nenhum momento. Sei que eu consegui chegar onde cheguei com meu esforço, mas se não fosse por você e a vó, sempre me impulsionando, como na minha doce memória da infância onde você me empurrava no balanço da casa de Curitiba e eu gritava “mais alto, mais alto” seria muito mais difícil. Sempre que eu der mais um passo em direção ao meu aperfeiçoamento pessoal e profissional lembrarei da nossa luta, não apenas minha, NOSSA.
Professora Lissia Pinheiro, minha mãe do coração, doce, forte, um exemplo de mulher, de profissional, de ser humano. Me acolheu quando necessário, me presenteou com oportunidades e acima de tudo, soube puxar minha orelha quando de fato não estava conseguindo ver aqueles famosos pontos cegos. Obrigada, você não imagina a diferença que fez em minha vida.
Ana Tartari de Oliveira, Obrigada por ter facilitado o desenvolvimento do meu apresso pela leitura, você é um ser humano lindo e quero ver seu rostinho em cada momento importante da minha vida, pois você faz parte da minha trajetória.
Professora Meire Vieira, ganhou meu coração aos poucos e me ajudou quando eu mais precisei. Eu sou imensamente grata por você ter cruzado nosso caminho, e digo nosso, pois qualquer acadêmico que teve e terá a oportunidade de aprender com você, lições que vão muito além da Psicologia, são e serão imensamente sortudos. Obrigada.
Mara Baran, que figura, mais um exemplo de mulher e profissional, foi ganhando meu coração aos poucos e agora já era, fui conquistada e espero continuar admirando de perto sua trajetória como Psicóloga, professora, orientadora, mãe, esposa, mulher e amiga. Amo você, obrigada por me “fazer” ver um universo totalmente diferente, considerar outras possibilidades, entrar em um mundo desconhecidamente louco e ainda assim coerente.
Professora Alessandra Fogagnoli Damaceno, obrigada por ter me presenteado com ensino de qualidade, por ter proporcionado que eu pudesse desenvolver um apresso por aprender, por todo acolhimento, por todo o amor. Saiba que se todos os professores transmitissem seus conhecimentos da forma como você faz, mesmo em meio ao cenário caótico da educação no Brasil, o país seria um lugar melhor.
Bruno Pereira, Obrigada por ter me presenteado com a honra da sua amizade, por me deixar acompanhar seu crescimento de perto. Eu vi você como um menino e acompanhei ano após ano a construção de quem você é hoje, um Psicólogo maravilhoso, uma pessoa incrível. Amo você, espero que um dia eu seja a metade da profissional que eu sei que você já é. Fique sabendo também, que todos os dias aprendo com você e não necessariamente sobre psicologia... Sobre a realidade da vida, batalhas, tristezas, mas acima de tudo, aprendo a ser feliz, olhar para o futuro de forma esperançosa, sabendo que se a gente quiser, apesar das adversidades, pode chegar em qualquer lugar. Guerreiro!

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